Desenvolvimento enxuto

A maioria de nós já ouviu falar da eficência da Toyota, que já assumiu o posto de primeira montadora de carros do mundo. Entretanto, é ainda mais interessante estudar os princípios que norteiam esta eficiência, chamados de manufatura enxuta. São sete os seus princípios, que focam na redução do desperdício:

  • Superprodução: a maior fonte de desperdício.
  • Tempo de espera: refere-se a materiais que aguardam em filas para serem processados.
  • Transporte: nunca geram valor agregado no produto.
  • Processamento: algumas operações de um processo poderiam nem existir.
  • Estoque: sua redução ocorrerá através de sua causa raiz.
  • Movimentação
  • Defeitos, produzir produtos defeituosos significa desperdiçar materiais, mão-de-obra, movimentação de materiais defeituosos e outros.

Desenvolvimento de Software EnxutoEm 2004, dois computatas (Mary e Tom Poppendieck) adaptaram este processo para o contexto da engenharia de software, criando um conjunto de 22 “ferramentas” que promovem o aumento da eficiência de projetos em TI. Estes princípios foram batizados como “Desenvolvimento Enxuto de Software”.

 

 

Eliminação de Desperdícios

Vazamentos...

Comento aqui sobre o princípio da eliminação de desperdício através da remoção de atividades e produtos que não geram valor para o cliente. Alguns exemplos incluem:

  • Requisitos folheados a ouro. A XP Conference de 2002 mostrou que quase metade das funcionalidades de um sistema não é usada. Funcionalidades não usadas implicam em desperdício. Uma forma de combater este mal é fazer perguntas e estudar a causa raiz das necessidades dos usuários.
  • Requisitos ambíguos e voláteis. Requisitos voláteis provocam retrabalho. Retrabalho é desperdício. Devemos simplificar requisitos e criar sessões intensivas de coletas e acomodação de requisitos junto a todos os usuários chave.
  • Burocracia. Reuniões gerenciais sem foco, sistemas de apontamento de horas que controlam até a ida de um funcionário ao banheiro e excesso de controle gerenciais são exemplos de burocracia.
  • Comunicação interna ineficiente. Afastar os usuários dos analistas desenvolvedores, trocar a comunicação face a face por documentações frias e trancar desenvolvedores em baias (cubículos com paredes) são excelentes exemplos de como reduzir a comunicação em times e aumentar a ineficiência.
  • Defeitos. Defeito é retrabalho. Devemos evitar defeitos realizado um processo contínuo de testes de unidade e refatorações desde o primeiro dia do projeto. Devemos procurar reduzir ao mínimo a densidade de defeitos no código de um sistema.
  • Atrasos no processo de desenvolvimento de software. Testes que somente começam no meio do projeto, processos “mastodontes” e foco em documentos que não geram valor reduzem o valor de processos e aumentam o desperdício.

Alguns recursos complementares sobre o desenvolvimento enxuto de software são listados abaixo:

 

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