Hoje li uma estatística assustadora, que mostra que 96% das pessoas não estão satisfeitas nos seus empregos. Ao invés de culpar erroneamente as empresas, como se elas fossem seres sencientes e dotados de vidas próprias, cada de um de nós deve pensar que o único responsável pela sua felicidade profissional e salarial é… você.
Jim Collins, renomado autor do excelente livro Good To Great, nos apresenta uma interessante metáfora sobre onde devemos focar a nossa carreira. Para isso, ele fornece dois estereótipos de profissionais.
Raposas são os profissionais que não gostam do que fazem, ou que não são talentosos no que fazem ou que fazem coisas que não lhe dão retorno (inclusive financeiro). Porcos-espinhos fazem apenas uma única coisa, mas o fazem muito bem.
A metáfora não é sobre generalistas versus especialistas, mas sobre o que determina o sucesso da nossa carreira, que é a confluência de três fatores que criam o porco-espinho profissional.
A busca pelo porco-espinho é encontrar algo dentro dos nossos interesses que adoramos fazer, que fazemos muito, mas muito bem, e que pode trazer retornos financeiros interessantes. Naturalmente, a reflexão pode nos levar à conclusão que estamos vivendo a profissão errada por diversos motivos. As vezes, é necessário apenas uma mudança dentro da nossa profissão. Em outras vezes, é necessário apenas buscar um ambiente que nos valorize enquanto profissionais. Outras vezes, e sejamos francos, devemos reconhecer que simplesmente não somos talentosos no que estamos fazendo.
Dentro da confluência dos três círculos, talvez o mais difícil seja achar aquilo em que você é excepcionalmente bom. Não basta ser bom ou muito bom. É preciso ser mais. Como diz Jim Collins, aquilo que você é o melhor no mundo.
Um bom exemplo deste processo é como algumas universidades e institutos de pesquisa selecionam seus estudantes, baseado no conceito do percentil 99. Em outras palavras, se você for um estudante e quiser entrar em uma universidade como MIT ou Stanford em um programa de pós-graduação, você precisa estar no 1% dos candidatos mais bem sucedidos nos testes para ser aceito.
De volta ao Brasil, e aos nosso empregos, é necessário fornecer tempo para a reflexão e à prática chamada por Stephen Covey de “afinar o instrumento”, que consiste em buscar as pequenas metas semanais que nos permitem que nos tornemos cada vez melhores nas nossas profissões e nas nossas vidas.
Pensamento do dia: Se você é um em um milhão na China, existem mil caras iguais a você.

